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Descolonize a  moda

#descolonizeamoda

Descolonizar a moda não é uma tendência. Não é uma estética. É um posicionamento existencial sobre quem tem o direito de ser autor da própria narrativa.

Por séculos, a indústria da moda foi construída sobre um apagamento sistemático: das referências, criaram e ensinaram durante gerações sem crédito, sem remuneração e sem voz. Paris e Milão foram colocados no cento de todo o resto ficou a margem.

O movimento Descolonize a Moda nasce do incômodo de não encontrar esses traços, essa história e essa intelectualidade nos espaços de poder da indústria criativa. E nasce também de uma certeza: a vanguarda não está só na Europa. Ela está aqui. Na tecnologia da flores, nos saberes do sertão, nas mãos de mulheres que teceme bordam há séculos em todas latino-america, sem isso jamais tenha sido chamado de alta-costura.

Pilares do movimento

Deslocar o centro

Descolonizar é, antes de tudo, parar de pedir licença para as referências eurocêntrica e voltar o olhar para dentro, para os territórios de Abya Yala, para o Brasil real, para a América Latina como continente produtor de design,  intelecto e sofisticação. Não como alternativa ao que existe,  mas como reconhecimento do que sempre existiu e nunca foi nomeado como tal.

Da invisibilidade à autoria

​Por muito tempo, povos indígenas foram vistos pela indústria criativa como mão de obra barata, objeto de inspiração ou tema de coleção, sem  nunca ocupar o lugar de autores. A moda de colonial questionar essa estrutura e exige uma transformação real: não basta incluir um rosto indígena na campanha. É preciso que esse rosto também esteja na sala onde as decisões são tomadas, no crédito do projeto, na liderança da marca.

Recusa a caricatura

​Descolonizar é também recusar o lugar do exótico. A identidade indígena não se resume a grafismos óbvios, nem a um imaginário estático preso no passado, que muitas vezes hipersexualizam as mulheres indígenas. Ela é plural, contemporânea, urbana, minimalista quando quer ser, sofisticada por natureza. Povos indígenas não são relíquias. São o presente e o futuro.

Deslocar o centro

Descolonizar é, antes de tudo, parar de pedir licença para as referências eurocêntrica e voltar o olhar para dentro, para os territórios de Abya Yala, para o Brasil real, para a América Latina como continente produtor de design,  intelecto e sofisticação. Não como alternativa ao que existe,  mas como reconhecimento do que sempre existiu e nunca foi nomeado como tal.

Da invisibilidade à autoria

​Por muito tempo, povos indígenas foram vistos pela indústria criativa como mão de obra barata, objeto de inspiração ou tema de coleção, sem  nunca ocupar o lugar de autores. A moda de colonial questionar essa estrutura e exige uma transformação real: não basta incluir um rosto indígena na campanha. É preciso que esse rosto também esteja na sala onde as decisões são tomadas, no crédito do projeto, na liderança da marca.

Recusa a caricatura

​Descolonizar é também recusar o lugar do exótico. A identidade indígena não se resume a grafismos óbvios, nem a um imaginário estático preso no passado, que muitas vezes hipersexualizam as mulheres indígenas. Ela é plural, contemporânea, urbana, minimalista quando quer ser, sofisticada por natureza. Povos indígenas não são relíquias. São o presente e o futuro.

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